Nobel da Literatura vê-se como cidadão do Mundo
O Prémio Nobel da Literatura Vidiadhar Surajprasad Naipaul confessou, em Lisboa, que nunca perdeu "a fé” na "ambição" de ser escritor e que, para escrever, "teve de aprender o Mundo" viajando.
"Uma pessoa quer ser escritor, é uma ambição (...) Perder a fé nesta ambição nunca me aconteceu, mas poderia ter acontecido", afirmou o laureado em 2001, sustentando que "a escrita é muito concreta", pelo que teve de "aprender o Mundo livro por livro, sair para descobrir o Mundo".
"Não existem prodígios na escrita, a pessoa tem de aprender, é um processo lento. Como senti que não sabia nada, tive de sair [do país onde nasceu, Trindade e Tobago] para descobrir o Mundo", reforçou, acrescentando que, quando viaja, "mesmo para escrever", tem de "saber o mínimo" do sítio para onde vai, para que "o conhecimento não afecte a escrita".
V.S. Naipaul, de 76 anos, falava na Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do ciclo de conferências que decorre em paralelo com a exposição "Weltliteratur (Literatura do Mundo) - Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o Mundo!".
A conferência de Naipaul intitulava-se "A Reader (Um Leitor)". E foi esse o papel que o escritor assumiu durante cerca de meia-hora num dos auditórios da Gulbenkian, que teve lotação esgotada - mais de 300 pessoas na assistência, incluindo o filósofo e ensaísta português Eduardo Lourenço que, no final, abordado pela Agência Lusa, escusou-se a comentar a intervenção do Nobel.
Afastando o interesse de algumas pessoas da assistência, poucas, que abandonaram o auditório, Vidiadhar Surajprasad Naipaul leu excertos de "The Enigma of Arrival (O Enigma da Chegada)", um livro que ele próprio escreveu e que foi publicado em 1987. Num registo autobiográfico ficcionado, a obra retrata as impressões de um escritor quando chega a várias metrópoles do Mundo, como, por exemplo, Londres, "uma cidade tão estranha onde ver um filme tornou-se uma ideia obsessiva".

"Uma pessoa quer ser escritor, é uma ambição (...) Perder a fé nesta ambição nunca me aconteceu, mas poderia ter acontecido", afirmou o laureado em 2001, sustentando que "a escrita é muito concreta", pelo que teve de "aprender o Mundo livro por livro, sair para descobrir o Mundo".
"Não existem prodígios na escrita, a pessoa tem de aprender, é um processo lento. Como senti que não sabia nada, tive de sair [do país onde nasceu, Trindade e Tobago] para descobrir o Mundo", reforçou, acrescentando que, quando viaja, "mesmo para escrever", tem de "saber o mínimo" do sítio para onde vai, para que "o conhecimento não afecte a escrita".
V.S. Naipaul, de 76 anos, falava na Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do ciclo de conferências que decorre em paralelo com a exposição "Weltliteratur (Literatura do Mundo) - Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o Mundo!".
A conferência de Naipaul intitulava-se "A Reader (Um Leitor)". E foi esse o papel que o escritor assumiu durante cerca de meia-hora num dos auditórios da Gulbenkian, que teve lotação esgotada - mais de 300 pessoas na assistência, incluindo o filósofo e ensaísta português Eduardo Lourenço que, no final, abordado pela Agência Lusa, escusou-se a comentar a intervenção do Nobel.
Afastando o interesse de algumas pessoas da assistência, poucas, que abandonaram o auditório, Vidiadhar Surajprasad Naipaul leu excertos de "The Enigma of Arrival (O Enigma da Chegada)", um livro que ele próprio escreveu e que foi publicado em 1987. Num registo autobiográfico ficcionado, a obra retrata as impressões de um escritor quando chega a várias metrópoles do Mundo, como, por exemplo, Londres, "uma cidade tão estranha onde ver um filme tornou-se uma ideia obsessiva".
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-12-02 17:17:48
Visualizações: 525
Data: 2008-12-02 17:17:48
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