Fernando Namora recordado 20 anos após a sua morte
O escritor Fernando Namora será evocado no próximo fim-de-semana, por ocasião do 20.º aniversário da sua morte, em duas sessões promovidas pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e pela secção regional do sul da Ordem dos Médicos.
Fernando Namora (15 de Abril 1919 - 31 de Janeiro 1989), a quem o presidente da APE, José Manuel Mendes chama «um dos escritores maiores do nosso século XX, médico e cidadão cuja memória perdurará e a todos implica», será homenageado sábado, dia 31, às 15h30, num colóquio presidido por Mário Soares que decorrerá no Auditório da Ordem dos Médicos, em Lisboa.
A iniciativa, que contará com a participação de vários amigos do escritor, como José Manuel Mendes, Paulo Coelho, Carlos Reis, Baptista-Bastos, Eugénio Lisboa, Jacinto Simões, Joana Ruas e Luís Machado, terminará com a leitura de textos do autor de Retalhos da Vida de um Médico.
No dia seguinte, domingo, pelas 14:30, será exibido no Cinema São Jorge (sala 3) o filme Domingo à Tarde, realizado por António de Macedo em 1965, a partir do romance homónimo de Fernando Namora.
A sessão, organizada em colaboração com a Cinemateca Portuguesa e a Câmara Municipal de Lisboa, contará com a presença do realizador e intervenções de José Manuel Mendes e Paulo Fidalgo.
Nascido em Condeixa-a-Nova, Fernando Gonçalves Namora licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra e exerceu a profissão na sua terra natal e nas regiões da Beira Baixa e Alentejo.
Estreou-se na literatura em 1938 com o volume de poesia Relevos e publicou, no mesmo ano, o romance As Sete Partidas do Mundo, que lhe valeu o Prémio Almeida Garrett.
Publicou, em prosa, títulos como Fogo na Noite Escura (1943), Casa da Malta (1945), As Minas de S. Francisco (1946), Retalhos da Vida de um Médico (1949 e 1963, adaptado ao cinema e a televisão), A Noite e a Madrugada (1950), O Trigo e o Joio (1954), O Homem Disfarçado (1957), Cidade Solitária (1959), Domingo à Tarde (1961, Prémio José Lins do Rego), Os Clandestinos (1972) e Rio Triste (1982).
Além de romances, publicou em poesia, Mar de Sargaços (1940) e Marketing (1969), bem como uma antologia poética, em 1959, intitulada As Frias Madrugadas.
Escreveu também contos, volumes de memórias, notas de viagens e crítica, como Diálogo em Setembro (1966), Um Sino na Montanha (1970), Os Adoradores do Sol (1972), Estamos no Vento (1974), A Nave de Pedra (1975), Cavalgada Cinzenta (1977) e Sentados na Relva (1986).
A palavra do leitor

Fernando Namora (15 de Abril 1919 - 31 de Janeiro 1989), a quem o presidente da APE, José Manuel Mendes chama «um dos escritores maiores do nosso século XX, médico e cidadão cuja memória perdurará e a todos implica», será homenageado sábado, dia 31, às 15h30, num colóquio presidido por Mário Soares que decorrerá no Auditório da Ordem dos Médicos, em Lisboa.
A iniciativa, que contará com a participação de vários amigos do escritor, como José Manuel Mendes, Paulo Coelho, Carlos Reis, Baptista-Bastos, Eugénio Lisboa, Jacinto Simões, Joana Ruas e Luís Machado, terminará com a leitura de textos do autor de Retalhos da Vida de um Médico.
No dia seguinte, domingo, pelas 14:30, será exibido no Cinema São Jorge (sala 3) o filme Domingo à Tarde, realizado por António de Macedo em 1965, a partir do romance homónimo de Fernando Namora.
A sessão, organizada em colaboração com a Cinemateca Portuguesa e a Câmara Municipal de Lisboa, contará com a presença do realizador e intervenções de José Manuel Mendes e Paulo Fidalgo.
Nascido em Condeixa-a-Nova, Fernando Gonçalves Namora licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra e exerceu a profissão na sua terra natal e nas regiões da Beira Baixa e Alentejo.
Estreou-se na literatura em 1938 com o volume de poesia Relevos e publicou, no mesmo ano, o romance As Sete Partidas do Mundo, que lhe valeu o Prémio Almeida Garrett.
Publicou, em prosa, títulos como Fogo na Noite Escura (1943), Casa da Malta (1945), As Minas de S. Francisco (1946), Retalhos da Vida de um Médico (1949 e 1963, adaptado ao cinema e a televisão), A Noite e a Madrugada (1950), O Trigo e o Joio (1954), O Homem Disfarçado (1957), Cidade Solitária (1959), Domingo à Tarde (1961, Prémio José Lins do Rego), Os Clandestinos (1972) e Rio Triste (1982).
Além de romances, publicou em poesia, Mar de Sargaços (1940) e Marketing (1969), bem como uma antologia poética, em 1959, intitulada As Frias Madrugadas.
Escreveu também contos, volumes de memórias, notas de viagens e crítica, como Diálogo em Setembro (1966), Um Sino na Montanha (1970), Os Adoradores do Sol (1972), Estamos no Vento (1974), A Nave de Pedra (1975), Cavalgada Cinzenta (1977) e Sentados na Relva (1986).
A palavra do leitor
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2009-01-28 17:59:08
Visualizações: 1251
Data: 2009-01-28 17:59:08
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