Intervenção do secretário da Economia no lançamento de 1ª pedra da gare marítima da Calheta
Texto integral da intervenção do secretário da Economia, Vasco Cordeiro, no lançamento de 1ª pedra da gare marítima da Calheta, S. Jorge: “Com esta cerimónia estamos a assinalar o arranque de mais uma obra do Governo dos Açores na ilha de S. Jorge, no caso concreto na Vila da Calheta, e que é a da construção da gare de passageiros.


Este investimento, ascendendo a um montante superior a 250 mil euros, vem culminar um conjunto de obras no porto desta Vila, as quais, contabilizando as obras de ampliação e de infra-estruturação técnica, ascendem a um valor global de cerca de 10 milhões de euros.

A construção desta gare tem como objectivo a introdução de mais qualidade nos serviços de recepção de passageiros, facilitando as operações de embarque e de desembarque. Mas ela representa, igualmente, mais uma das várias intervenções estratégicas que o Governo tem vindo a concretizar nas diversas estruturas portuárias da ilha de São Jorge, seja no domínio das pescas, da náutica de recreio ou do transporte de mercadorias.

Os próximos anos consolidarão, ainda mais, os resultados desta aposta. E assim é, desde logo, porque esta obra, a par de outras que estão a ser desenvolvidas no Concelho, criará as condições para que a Calheta se afirme como mais uma opção de valor e de qualidade, não só para os turistas que visitam a nossa Região, mas também para os Açorianos que, cada vez em maior número, querem conhecer mais dos nossos Açores e da nossa gente.

Significa isto, também, que esta obra contribui para devolver à vila da Calheta o papel que é seu por direito e por natureza: a de ser uma porta de entrada na ilha e ponto importante nas ligações marítimas do Triângulo.

Num ano como o de 2008, marcado pelas dificuldades da economia internacional e pela quebra de vários indicadores, a subida no número de passageiros desembarcados, acompanhada de outras em sectores estratégicos para a ilha de São Jorge, - é o caso do Turismo, em que houve um aumento de dormidas na ordem dos 9,5%-, não pode deixar de constituir um sinal de que, efectivamente, as estratégias de coesão e de discriminação positiva que temos vindo a seguir são as mais correctas, produzindo já efeitos na economia das nossas ilhas.

Ora, no âmbito dessas estratégias, convém sublinhar que o sector dos transportes tem sido uma das principais apostas do Governo dos Açores, considerando-o, desde a primeira hora, essencial para alavancar um novo impulso ao desenvolvimento sustentado da nossa Região: estamos a falar da potencialidade de todas as ilhas estabelecerem novos canais de desenvolvimento e conquistarem novos mercados, contribuindo, efectivamente, para o seu progresso e para aumentar os níveis de bem-estar das suas populações.

Para que não fiquem dúvidas, desde 1998, ano em que o Governo reactivou o transporte marítimo de passageiros entre os vários grupos de ilhas dos Açores, até hoje, o número total de passageiros embarcados e desembarcados por via marítima na Região aumentou 53%, sendo que, só na Ilha de São Jorge, segunda ilha a ter o maior aumento, essa cifra atinge uns impressionantes 144%.

A dinamização de novas rotas marítimas que servirão o Triângulo e todo o grupo central, durante todo o ano, é, entre numerosos outros exemplos, um passo coerente, articulado e clarificador da intervenção estratégica do Governo neste domínio.

É a concretização de medidas como estas, e que se encontram espalhadas pelas nossas ilhas, que permitirá que o serviço de transporte marítimo de passageiros inter-ilhas entre numa nova fase enquanto instrumento promotor de desenvolvimento dos Açores.

A verdade, e nunca será demais relembrá-lo, é que foi através da referida intervenção estratégica, a qual dá forma um novo paradigma de fomento da mobilidade interna, que permitimos que milhares e milhares de açorianos conhecessem as restantes ilhas do arquipélago e potenciámos o surgimento de fluxos turísticos na nossa Região.

Com um esforço de investimento público em infra-estruturas portuárias, que envolve, contabilizados apenas os últimos quatro anos, mais de 215 milhões de euros, aprofundámos a nossa ligação ao Mar, ao mesmo tempo que reforçámos a coesão regional!

Numa região arquipelágica e dispersa como a nossa, estes números são bem reveladores do trabalho já feito e sintomáticos da ambição do Governo: deixar de considerar as acessibilidades marítimas como um elemento penalizador do nosso desenvolvimento, e passar a considerá-las como um importante instrumento potenciador do nosso Progresso.

Seja com a construção de uma nova gare de passageiros, dotada de maior funcionalidade e conforto, seja com a instalação das respectivas infra-estruturas de apoio ou a repavimentação e rearranjo da área envolvente, a ambição de uns Açores mais prósperos e modernos vai sendo construída passo a passo.

E esta obra é bem o exemplo deste percurso, em que a uma etapa se segue outra, analisando sempre com a ponderação e com bom senso os investimentos que temos que realizar e o retorno que podemos esperar; Não transigindo no rumo que está definido, e que foi sancionado também pelos Jorgenses, e, sobretudo, não confundindo aquele que é um realismo exigente com aquelas que são exigências irrealistas.

E a nossa postura é esta porque sabemos, e também sabemos que os Açorianos sabem, que o sucesso do nosso Governo é, sem sombra para dúvidas, o sucesso dos nossos Açores”.

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Fonte: GaCS/AP/SRE
Data: 2009-03-26 10:37:22
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