“Indústria massacra produtores com a conivência de muitos”
Numa altura de crise mais acentuada na lavoura açoriana, em especial em S. Miguel, com os constantes anúncios da descida do preço do leite ao produtor, e consequente perda de rendimentos, a Associação Agrícola de S. Miguel promove mais uma edição do concurso da Raça Hosteín Frísia - desde ontem até segunda-feira - , que segundo Jorge Rita “serve para mostrar a tudo e a todos a vitalidade do sector e aquilo que os agricultores sabem fazer melhor em termos genéticos, assim como demonstrar o seu profissionalismo”.
Para além disso, a mostra servirá para fazer a ligação entre produtores e comunidade, numa empatia recíproca, que começa com os mais pequenos que lá estarão.
São cerca de mil as crianças dos meios citadinos que hoje numa “dia infantil” poderão observar os animais e tomar contacto com a realidade da lavoura, uma maneira que a Associação encontrou para que as crianças entrem em contacto com o espaço rural e fiquem a saber que “o leite não vem do supermercado, mas sim das vacas”.
O Presidente da Associação Agrícola opina que os produtores vão também provar nestes dias o excelente património genético que existe na Região e o concurso é mais uma janela para o exterior, que serve, essencialmente, para mostrar essa qualidade e para promover a venda de animais para o continente.
É entender do associativista que a Região tem potencial para ser “um viveiro genético”, que “pode e deve ser aproveitado”, muito embora “a indústria massacre os produtores com a conivência de muitos”.
Portanto, entende, que é mais do que chegada a hora de que quem governa tenha “em atenção” de que “a lavoura é o garante da economia da Região”, sendo o sector que “melhor garante emprego. Nunca chegamos a ser ricos como alguns dos nossos parceiros, estamos em crise como sempre estivemos – as linhas de crédito abertas não chegam -, e continuamos a querer que o Governo tenha um papel pró-activo”, bem como – diz Rita – “precisamos que o governo central, enquanto Estado-membro, o Governo Regional e os eurodeputados façam uma defesa intransigente das nossas necessidades, pois a reforma da PAC tem de ficar salvaguardada”.
Mais adianta que o cenário de fim das quotas não é bom para os agricultores, daí que “todos têm de continuar a trabalhar”, porque as quotas nos Açores permitem “defender os mais pequenos num território de pequena dimensão e disperso”.
Ainda em relação à baixa do preço do leite ao produtor – a última descida foi anunciada pela Insulac - o Presidente da Associação Agrícola de S. Miguel diz que será difícil à produção suportar uma descida desta natureza, quando os factores de produção não baixaram o suficiente nem há indicações de que baixem a curto prazo, o que quer dizer que os produtores têm despesas acrescidas, mas o rendimento está a baixar.
Esta situação, no entender de Rita, fará com que algumas empresas, com menos condições, fiquem descapitalizadas e em situações extremas pode haver mesmo algumas falências. Tudo porque o custo é maior do que o benefício”.
O homem forte da lavoura açoriana reafirma que cabe ao executivo açoriano ter uma intervenção activa em todo este processo, defendendo que deve haver “a duplicação das linhas de crédito anunciadas, bem como a criação de uma outra com juros bonificados para garantir o fundo de maneio das explorações”. Isso tudo por entender que “há uma grande falta de solidariedade da indústria do leite ao impor uma elevada redução do preço do leite”.
Jorge Rita preconiza ainda a criação de uma outra linha de crédito está destinada “a financiar os juros que os agricultores têm de pagar enquanto aguardam os pagamentos do governo pelos projectos já aprovados”.
Num cenário negro, há algum cinzento no horizonte já que começaram a ser pagos alguns apoios aos agricultores açorianos relativos à majoração da área no Poseima, ao prémio ao abate e às Indemnizações Compensatórias.

Para além disso, a mostra servirá para fazer a ligação entre produtores e comunidade, numa empatia recíproca, que começa com os mais pequenos que lá estarão.
São cerca de mil as crianças dos meios citadinos que hoje numa “dia infantil” poderão observar os animais e tomar contacto com a realidade da lavoura, uma maneira que a Associação encontrou para que as crianças entrem em contacto com o espaço rural e fiquem a saber que “o leite não vem do supermercado, mas sim das vacas”.
O Presidente da Associação Agrícola opina que os produtores vão também provar nestes dias o excelente património genético que existe na Região e o concurso é mais uma janela para o exterior, que serve, essencialmente, para mostrar essa qualidade e para promover a venda de animais para o continente.
É entender do associativista que a Região tem potencial para ser “um viveiro genético”, que “pode e deve ser aproveitado”, muito embora “a indústria massacre os produtores com a conivência de muitos”.
Portanto, entende, que é mais do que chegada a hora de que quem governa tenha “em atenção” de que “a lavoura é o garante da economia da Região”, sendo o sector que “melhor garante emprego. Nunca chegamos a ser ricos como alguns dos nossos parceiros, estamos em crise como sempre estivemos – as linhas de crédito abertas não chegam -, e continuamos a querer que o Governo tenha um papel pró-activo”, bem como – diz Rita – “precisamos que o governo central, enquanto Estado-membro, o Governo Regional e os eurodeputados façam uma defesa intransigente das nossas necessidades, pois a reforma da PAC tem de ficar salvaguardada”.
Mais adianta que o cenário de fim das quotas não é bom para os agricultores, daí que “todos têm de continuar a trabalhar”, porque as quotas nos Açores permitem “defender os mais pequenos num território de pequena dimensão e disperso”.
Ainda em relação à baixa do preço do leite ao produtor – a última descida foi anunciada pela Insulac - o Presidente da Associação Agrícola de S. Miguel diz que será difícil à produção suportar uma descida desta natureza, quando os factores de produção não baixaram o suficiente nem há indicações de que baixem a curto prazo, o que quer dizer que os produtores têm despesas acrescidas, mas o rendimento está a baixar.
Esta situação, no entender de Rita, fará com que algumas empresas, com menos condições, fiquem descapitalizadas e em situações extremas pode haver mesmo algumas falências. Tudo porque o custo é maior do que o benefício”.
O homem forte da lavoura açoriana reafirma que cabe ao executivo açoriano ter uma intervenção activa em todo este processo, defendendo que deve haver “a duplicação das linhas de crédito anunciadas, bem como a criação de uma outra com juros bonificados para garantir o fundo de maneio das explorações”. Isso tudo por entender que “há uma grande falta de solidariedade da indústria do leite ao impor uma elevada redução do preço do leite”.
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Data: 2009-05-22 11:20:15
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