Governo dos Açores lança Plano Tecnológico e de Inovação Empresarial
O Plano Tecnológico e de Inovação Empresarial da Região Autónoma dos Açores (INOTEC – Empresa) assume-se como “um contributo essencial para a definição de uma linha estratégica de orientação nas matérias relacionadas com a qualidade e com a inovação”, mas “não se esgota apenas naquele que é o trabalho dos entes públicos”, sendo necessário “que todos estes desafios sejam assumidos por todos os actores do sector económico regional”.


O desafio foi lançado, esta tarde, em Ponta Delgada, pelo secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, durante a apresentação do documento, coordenado pelo professor Veiga Simão, e resultado de uma parceria entre o Governo dos Açores e o Instituto de Inovação Tecnológica dos Açores (INOVA). O INOTEC – Empresa foi desenvolvido com o contributo de diversos actores empenhados no processo de Inovação, casos do Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), Associação Industrial Portuguesa, Universidade dos Açores e Universidade Nova de Lisboa, entre outros.

Segundo Vasco Cordeiro, o documento agora apresentado “demonstra que as questões da Competitividade e Inovação estão no centro das opções estratégicas do Governo” sendo o resultado de um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos últimos anos”.

Um dos exemplos apontados pelo secretário regional da Economia é o caso “da Estratégia para a Qualidade na Região Autónoma dos Açores que tem já um conjunto muito variado de aspectos que estão em concretização”, como a decisão de contemplar um subsistema especificamente direccionado para as questões da qualidade aquando da elaboração do Sistema de Incentivos para o Desenvolvimento Regional dos Açores (SIDER).

Esta aposta, reforçou Vasco Cordeiro, tem vindo a revelar-se um sucesso, uma vez que, “no caso dos programas direccionados para a Qualidade e Segurança Alimentar, foram já envolvidas mais de 1000 empresas e cerca de 2000 trabalhadores no sentido de os dotar dos conhecimentos e das práticas necessárias para o aumento da qualidade e competitividade”.

Vasco Cordeiro defendeu ainda a necessidade “de concertação entre os diversos actores” envolvidos nas temáticas da Qualidade e da Inovação: “a Competitividade e a Inovação não se fazem por decreto, constroem-se e não é apenas com o trabalho dos entes públicos, mas com o trabalho de Universidades, Empresas, Autarquias, Câmaras do Comércio e do Governo, que acabamos por construir as condições necessárias para transformar os nossos objectivos em realidades concretas”, considerou.

Para o secretário regional da Economia, “as vantagens da Inovação estão ao alcance de todos e não apenas nas aéreas emergentes de negócios”. No caso dos Açores, reforçou, “a Agricultura, a Agro-indústria, as Pescas e o Turismo constituem áreas onde temos um trabalho a realizar e nas quais temos condições para recolher todos os benefícios destas estratégias de desenvolvimento”

Além disso, acrescentou, “existem também novas áreas, facilmente identificáveis, para a realização destes objectivos”. “Por exemplo, no caso dos Açores há uma área que pode e deve ser rentabilizada neste campo da Qualidade e da Inovação: é o caso do Mar e da sua importância para a economia dos Açores e para a criação de novos sectores de desenvolvimento”, concluiu.

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Fonte: GaCS/NM
Data: 2009-06-29 11:08:50
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