Carlos César diz que os Açores estão cada vez melhor credenciados para palco de estudos científicos
O presidente do Governo dos Açores assistiu esta manhã, na Graciosa, a um dos quatro lançamentos diários de um balão equipado com um emissor para transmissão de dados sobre radiação atmosférica, nuvens, aerossóis e precipitação.


As informações são fornecidas continuamente, até o balão se desintegrar, cerca dos 25 mil metros de altitude, e colocadas à disposição da comunidade científica internacional, via internet.

Trata-se do projecto ARM (Atmospheric Radiation Measurement), do Departamento de Energia dos Estados Unidos, a que o Governo Regional se associou, “com muita satisfação”, como salientou Carlos César, acrescentando que o executivo foi e é responsável pela escolha dos parceiros apropriados ao projecto, como sejam a Universidade dos Açores e o Instituto de Meteorologia.

Sublinhando que a relação privilegiada dos Açores com os Estados Unidos, por via do acordo de cooperação entre Portugal e aquele país, permite á região constituir-se como plataforma logística de concretização de acções decorrentes desse acordo, Carlos César considerou que este projecto trará maior notoriedade, não só à Graciosa – como um dos cinco locais do mundo escolhidos para os estudos –, como a todo o arquipélago.

Aliás, há mesmo a possibilidade de a estrutura móvel do projecto ARM instalada, em dois contentores, em terrenos do aeroporto da Graciosa, junto da aerogare, poder vir a tornar-se permanente.

“Se essa for a circunstância não faltará, naturalmente, da parte do Governo Regional, o apoio que lhe for solicitado”, garantiu o presidente do Governo, frisando que a estação do projecto ARM não resulta de uma atractividade criada isoladamente, enquadrando-se, antes, nas novas centralidades criadas nos Açores.

Carlos César exemplificou com as estações da ESA e da Edisoft, em Santa Maria, o projecto Pico-Nare, também ligado às questões climáticas, e as novas estações de geodesia e radioastronomia das Flores s Santa Maria, todas aproximando a região de novos pólos de investigação e dando-lhe credenciação para a localização deste tipo de infra-estruturas.

“Estes projectos não surgem, naturalmente, por acaso”, realçou o presidente do Governo, acrescentando que são, isso sim, “consequência de um trabalho continuado do Governo Regional nesse sentido, para a gestão dessas atractividades.”

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Fonte: GaCS/CT
Data: 2009-06-30 16:44:33
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