Governo quer criar serviço de informação para vítimas de violência doméstica
O Governo dos Açores quer criar um serviço de informação regional destinado às vítimas de violência doméstica e de discriminação na Região.
O anúncio foi feito hoje pela directora regional da Igualdade de Oportunidades, em representação da secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, aquando da abertura do seminário subordinado ao tema: “Violência doméstica nos Açores”, que decorre no Auditório da Escola Superior de enfermagem, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel. O evento, que conta com a participação de cerca de 150 pessoas, tem por objectivo sensibilizar e informar a comunidade em geral e as diferentes entidades públicas e privadas para a problemática da violência doméstica.
Outras das medidas apresentadas consistem, ainda, no alargamento do programa "Contigo" a outras ilhas dos Açores, na identificação de situações de maior risco, bem como realização de campanhas de sensibilização e formação, uma iniciativa que contará com a colaboração das direcções regionais da Educação e da Saúde.
Para Natércia Gaspar, a violência doméstica, designadamente a de género, para além de “inaceitável, envergonha-nos a todos. Não podemos aceitar que nos Açores uma em cada duas mulheres sejam vítimas de algum tipo de violência e, a consciência deste facto impeliu-nos a intervir, a denunciar, a informar e a promover direitos”.
“A violência doméstica não distingue classe social, grupo racial, nível económico, educacional ou religião e vitima crianças, jovens, idosos, pessoas com deficiência e mulheres”, constituindo, assim, “um atentado contra os direitos e liberdades das pessoas”, destacou.
Segundo acrescentou, trata-se de “um problema complexo, com dimensões que entram no foro privado das famílias e das pessoas”, sobretudo no que se refere à violência contra as mulheres, o que expressa “a desigualdade de poderes que ainda persiste entre homens e mulheres e que urge contrariar”.
Na ocasião, a directora regional da Igualdade de Oportunidades realçou, igualmente, o trabalho desenvolvido pelo Governo dos Açores no combate à violência doméstica, cujo tema encontra-se na agenda política desde 1996, merecendo desde então, um crescente investimento do Executivo açoriano.
Neste contexto, recordou que “desde a primeira Casa Abrigo, criada em 1997, por sinal a primeira do país, foi percorrido um longo e sustentado caminho. Hoje nos Açores existem oito casas Abrigo, quatro centros de atendimento e acompanhamento e quatro centros comunitários para inserção e promoção das vítimas. Foi feito um caminho de especialização de respostas e equipamentos sociais, promoveram-se parcerias e o trabalho em rede para potenciar e rentabilizar o suporte às vítimas, de forma célere e eficaz”, sublinhou.
Paralelamente, decorre durante esta semana, no Auditório da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada, uma acção de formação sobre violência doméstica para técnicos superiores.
Estão igualmente previstas para os dias 16,17 e 18 deste mês, sessões de divulgação, nas ilhas Faial, Pico e S. Jorge, do programa Psico-Educacional “Contigo” para Reabilitação de Agressores, criado no âmbito da Rede de Apoio Integrado à Mulher em Situação de Risco de São Miguel.
Estas iniciativas surgem na sequência do anúncio feito pela secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social de implementar um Plano Regional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica na Região.

O anúncio foi feito hoje pela directora regional da Igualdade de Oportunidades, em representação da secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, aquando da abertura do seminário subordinado ao tema: “Violência doméstica nos Açores”, que decorre no Auditório da Escola Superior de enfermagem, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel. O evento, que conta com a participação de cerca de 150 pessoas, tem por objectivo sensibilizar e informar a comunidade em geral e as diferentes entidades públicas e privadas para a problemática da violência doméstica.
Outras das medidas apresentadas consistem, ainda, no alargamento do programa "Contigo" a outras ilhas dos Açores, na identificação de situações de maior risco, bem como realização de campanhas de sensibilização e formação, uma iniciativa que contará com a colaboração das direcções regionais da Educação e da Saúde.
Para Natércia Gaspar, a violência doméstica, designadamente a de género, para além de “inaceitável, envergonha-nos a todos. Não podemos aceitar que nos Açores uma em cada duas mulheres sejam vítimas de algum tipo de violência e, a consciência deste facto impeliu-nos a intervir, a denunciar, a informar e a promover direitos”.
“A violência doméstica não distingue classe social, grupo racial, nível económico, educacional ou religião e vitima crianças, jovens, idosos, pessoas com deficiência e mulheres”, constituindo, assim, “um atentado contra os direitos e liberdades das pessoas”, destacou.
Segundo acrescentou, trata-se de “um problema complexo, com dimensões que entram no foro privado das famílias e das pessoas”, sobretudo no que se refere à violência contra as mulheres, o que expressa “a desigualdade de poderes que ainda persiste entre homens e mulheres e que urge contrariar”.
Na ocasião, a directora regional da Igualdade de Oportunidades realçou, igualmente, o trabalho desenvolvido pelo Governo dos Açores no combate à violência doméstica, cujo tema encontra-se na agenda política desde 1996, merecendo desde então, um crescente investimento do Executivo açoriano.
Neste contexto, recordou que “desde a primeira Casa Abrigo, criada em 1997, por sinal a primeira do país, foi percorrido um longo e sustentado caminho. Hoje nos Açores existem oito casas Abrigo, quatro centros de atendimento e acompanhamento e quatro centros comunitários para inserção e promoção das vítimas. Foi feito um caminho de especialização de respostas e equipamentos sociais, promoveram-se parcerias e o trabalho em rede para potenciar e rentabilizar o suporte às vítimas, de forma célere e eficaz”, sublinhou.
Paralelamente, decorre durante esta semana, no Auditório da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada, uma acção de formação sobre violência doméstica para técnicos superiores.
Estão igualmente previstas para os dias 16,17 e 18 deste mês, sessões de divulgação, nas ilhas Faial, Pico e S. Jorge, do programa Psico-Educacional “Contigo” para Reabilitação de Agressores, criado no âmbito da Rede de Apoio Integrado à Mulher em Situação de Risco de São Miguel.
Estas iniciativas surgem na sequência do anúncio feito pela secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social de implementar um Plano Regional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica na Região.
+ Informações:
Fonte: GaCS/SM
Data: 2009-07-02 15:16:46
Visualizações: 580
Data: 2009-07-02 15:16:46
Visualizações: 580
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