Lançamento livro António Rego, conferência inaugural e folias‏
A Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada afirmou ontem que a história dos Açores caminha lado a lado com a fé do povo, com a fé no Divino Espírito Santo, adiantando que “é esta fé que nos ajuda, muitas vezes, a ultrapassar as grandes dificuldades com que nos deparamos no nosso dia a dia”.


Berta Cabral falava na cerimónia de lançamento do livro “Um Ramo de Amendoeira”, da autoria do cónego António Rego, que decorreu ao princípio da noite de quinta-feira, no Centro Paroquial da Igreja Matriz de São Sebastião, em Ponta Delgada.
Segundo a Presidente da Câmara, “temos que nos manter fiéis às nossas mais genuínas tradições, como é o caso do Divino Espírito Santo, e é isso que temos vindo a fazer. Temos que ter sempre uma palavra de esperança e com essa esperança e a fé que nos une a todos saberemos superar todas as crises, sejam elas económicas, financeiras ou até espirituais”.
Berta Cabral aproveitou a ocasião para sublinhar que a cerimónia de lançamento do livro do cónego António Rego constituía um momento muito importante para Ponta Delgada, uma cidade e um concelho que se sentem orgulhos por terem um concidadão como o cónego António Rego.
“Ponta Delgada e os Açores podem orgulhar-se de ter dado muita gente notável ao país, entre os quais se encontra o cónego António Rego, mas nos podemos esquecer dos que nos estão mais próximos, aqueles que todos os dias fazem a história da nossa terra e nos ajudam a ultrapassar as dificuldades” - frisou a Presidente, para quem estas pessoas têm de ser lembradas e elogiadas todos os dias.
Em “Um Ramo de Amendoeira”, o cónego António Rego, nas palavras do Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, que apresentou o livro, “revela na sua escrita o que é na vida, com uma personalidade muito bem composta de espírito, coração e engenho”.
“A escrita de António Rego só parece “fácil” por já ter atingido há anos aquela simplicidade e clareza que apenas alcançam a inteligência e a sensibilidade quando se conjugam em alto grau” - sublinhou o Prelado.
Depois do lançamento do livro do cónego António Rego, mas já na Igreja Matriz de São Sebastião, D. Manuel Clemente proferiu a Conferência Inaugural sobre o Culto do Espírito Santo, fazendo uma abordagem histórica desta fé secular do povo português, que tem uma incidência particular nos Açores.
O Bispo do Porto evidenciou, ao longo da sua intervenção o poder que o Divino Espírito Santo tem sobre o povo português, contextualizando essa fé e tradição numa perspectiva histórica e religiosa que ultrapassa qualquer explicação científica e que permanece no tempo e no espaço. Recordou nomes como a Rainha Santa Isabel, Padre António Vieira e São Francisco de Assis pelo que fizeram pelo povo, em espírito de partilha e caridade, que são, no fundo, as bases da crença no Divino Espírito Santo.
Ainda na Igreja Matriz de São Sebastião decorreu a Mostra de Folias do Divino Espírito Santo. Na iniciativa participaram seis folias, que depois rumaram aos Paços do Concelho para um beberete tradicional.
Hoje, as Grandes Festas do Espírito Santo prosseguem com a Bênção da Despensa do Divino, situada numa tenda montada para o efeito na Praça Gonçalo Velho, o que acontece pelas 19h00.
Já pelas 20h00, terá lugar a Mudança da Bandeira do Divino do Centro Municipal de Cultura para os Paços do Concelho, seguida da abertura do Quarto do Espírito Santo, no Salão Nobre da autarquia.
Pelas 20h30, proceder-se-á à inauguração da iluminação da festa, na Praça Gonçalo Velho e Avenida Infante D. Henrique, seguida dos concertos da Banda Lira Nossa Senhora da Estrela, da Candelária, e da Banda de Música de Zamora, de Espanha, no mesmo espaço.
Na Praça Vasco da Gama, pelas 22h30, realiza-se o concerto de Rita Guerra.

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Fonte: Lubélia Duarte
Data: 2009-07-10 15:59:40
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