Trata-se de uma Exposição de Arte Sacra que será inaugurada no próximo sábado, 13 de Março, a partir das 20h30, e que pretende dar a conhecer vários tipos de Arte Sacra, mostrando um pouco mais deste tipo de arte religiosa. Esta exposição consistirá num conjunto de 12 peças, provenientes de uma colecção privada, muitas delas adquiridas na antiga Colónia Portuguesa de Goa e oriundas de famílias típicas goesas profundamente católicas, sendo que para além disso, será possível observar-se peças oriundas de Margão e ainda outras do Brasil.
Estas são peças que nos fazem viajar à História de Portugal e, em particular, à Colonização Portuguesa que se espalhou pela Ásia, África e Brasil, sendo que esta exposição pretende valorizar estas peças religiosas antigas, tornando-as em elementos vivificadores da identidade cultural comum e, ao mesmo tempo, representando particularidades religiosas de cada povo no mundo, não esquecendo a reflexão de aspectos da história que se encontram intrinsecamente ligados à religiosidade do nosso povo.
Nesta matéria, as autarquias locais têm desempenhado um papel fulcral na defesa, salvaguarda e valorização do património cultural, através da realização de várias iniciativas que, para além de permitirem a participação da população local, contribuem igualmente para a difusão e aprofundamento da história, elemento definidor da identidade e unicidade de cada povo. Esta é a postura que tem sido adoptada pela Câmara Municipal de Lagoa, preservando tudo aquilo que constitui o património cultural do concelho, mas igualmente divulgando vivências e costumes que se relacionam com a história e memória colectiva do povo português.
Assim sendo a Câmara Municipal de Lagoa dedicou uma atenção especial à recuperação da Ermida de Nossa Senhora do Cabo, cuja reabertura constitui motivo de orgulho para todos os lagoenses, pois esta obra da autarquia permitiu a devolução da ermida à comunidade, valorizando e conservando o património cultural que identifica a história do Concelho de Lagoa e dos lagoenses.
A obra de requalificação desta ermida, classificada como Imóvel de Interesse Público representou um investimento superior a 50 mil euros, sendo que a autarquia encontra-se responsável pela manutenção deste imóvel, através de um contrato de Comodato celebrado com a Igreja Matriz de Santa Cruz.
Recorde-se que, esta ermida foi fundada pelo Padre João Alves da Cruz e a sua construção data do ano de 1675. A Ermida é uma construção de uma só nave, planta rectangular, corpo anexo na parede lateral esquerda, com acesso exterior a um pequeno coro. Possui um frontispício com lavoura e desenhos notáveis em pedra, preenchidos por azulejos de grande qualidade. No seu interior, destaque para o Altar-mor com retábulo de talha dourada do século XVII.
Esta é a terceira vez que a Ermida de Nossa Senhora do Cabo recebe um evento cultural após a sua reabertura em 2009. Depois da exposição de Coroas do Divino Espírito Santo que marcou a estreia deste espaço como promotor de cultura, e dos Presépios em Lapinha, realizada no passado mês de Dezembro, chega agora a vez da Ermida de Nossa Senhora do Cabo acolher uma exposição relativa a Arte Sacra e que ficará patente ao público até ao próximo dia 11 de Abril.
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