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Governo lança Plano de Prevenção e Combate à Violência Doméstica nos Açores
A secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social e a directora regional da Igualdade de Oportunidades apresentaram hoje, em Angra do Heroísmo, o Plano Regional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica.


O documento, que será aplicado durante os próximos três anos, prevê
uma maior resposta e acompanhamento às vítimas de violência doméstica,
e um alargamento do mesmo a todas as ilhas do arquipélago, sendo que
neste momento este acompanhamento funciona essencialmente em S.
Miguel, Terceira e Faial.



Desta forma, como pontos essenciais do plano, Ana Paula Marques
inúmera “a prevenção da violência doméstica, punir e recuperar os
agressores, formar cada vez mais técnicos, promover a acção e a
prevenção, continuar a recolher dados que permitam agir nos sítios
onde é necessário agir, avaliar e implementar essas medidas e por fim
articular todas as acções com os agentes activos da sociedade”.



Neste plano os agressores não são esquecidos, e a secretária regional
salientou a importância de se reabilitarem estas pessoas porque
“muitas vezes o seu comportamento é desencadeada por condicionantes da
sua vida social” e adiantou que neste momento existem dez pessoas
nesta situação, que estão a ser acompanhadas pelo programa do Governo
Regional “Contigo”, e que não reincidiram. Ana Paula Marques define
esta iniciativa como “inovadora para a nossa sociedade”.



Segundo Natércia Gaspar os últimos dados, relativos a 2008/2009,
referem que houve um aumento de denúncias deste crime na Região, o que
“não significa necessariamente que a violência doméstica esteja a
aumentar, mas pelo contrário, que o trabalho feito tem dado resultados
e que as vitimas têm agora mais coragem para denunciar”.



O grande objectivo do plano é que daqui a três anos, a percentagem de
violência domestica diminua nos Açores, mas Ana Paula Marques adianta
que “estes factores de mudança demoram algum tempo”, admitindo no
entanto que “ já se nota na nossa sociedade uma outra atitude, no
sentido de ajudar a mulher a denunciar a situação”.

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+ Informações:
Fonte: GaCS/AMP
Data: 2010-03-16 16:01:03
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